quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Minha mãe empurra o cachorro e eu digo "MÃE!! Por que fez isso?!", ela responde "De sacanagem..."
E continua: "Ah, mas eu gosto dele, todo mundo sabe... Ele é o ser que mais me ama nesse mundo! Se ele soubesse cantar, cantaria lovores a mim"


Mãe, se ele soubesse cantar, talvez cantaria "No Fun", do Sex Pistols. ¬¬'

"No fun to be alone
In love with nobody else"

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

3D's

"Tentarei escrever mais, ok?!"
Foi assim que terminei meu último post, em abril do ano passado. Tá, não confiem mais em mim. C'mon!

A última (e primeira) vez que vi um filme em 3D no cinema foi em 2003, no auge dos meus 12 anos. O filme era Pequenos Espiões e os óculos eram quadradões, azuis e vermelhos. Bem diferentes dos que eu usei hoje para ver Avatar, uma visível cópia do nosso querido Ray Ban Wayfarer.
Em vez de um terrível Syvester Stallone caçando criancinhas em 3D, o que vi hoje foi um filme incrivelmente bem pensado e criativo. Não foram os efeitos e perfeição entre cenas reais e cenas feitas no telão verde que me impressionaram, mas a história em si.
Um dos livros mais impressionantes que já li é 1984, do George Orwell. Escrito em 1949, a história acontece em 1984 e é uma metáfora pessimista do pós-guerra para o futuro da humanidade dominado pelo totalitarismo. Para garantir a manutenção do Partido, os setores mais importantes da sociedade eram controlados pelas Teletelas, sempre sob a onipresença do Grande Irmão (Big Brother).
A mesma sensação que senti lendo e relendo 1984, repetiu-se hoje. Com efeitos de luzes e mísseis vindo em minha direção, mas repetiu. Aliás, os mais atentos perceberam (ou eu sou a única maluca) que no vídeolog que o protagonista faz aparece a data 2184. Talvez seja conicidência, porém, não acredito em coincidência em grandes produções e pra mim é mais provável que seja uma sutil alusão.
Enfim... Vou continuar com minha ótima sensação de "pós-bom filme" e quem ainda não assistiu Avatar em 3D, se puder, assista.

Beijos, espero voltar aqui com mais frequencia.

sábado, 18 de abril de 2009

I'm back =)

Peço mil desculpas aos três visitantes do meu blog pela demora para postar, mas é que... hum... Na verdade não tem motivo, eu só estava com preguiça mesmo!
Na crise até pensei em apagar todos os posts e começar tudo de novo, mas a pedido da Paula (ooi, Paula! haha) eu não farei isso.
Porém, algo irá mudar aqui. Eu não vou escrever apenas sobre música, mas sobre qualquer coisa que meus neurônios mais espertos quiserem que meus dedos escrevam.
Hoje eles querem que eu escreva sobre música, então vamos lá! hahaha...


Para começar, uma pergunta: você já foi no Acre? Bom, provavelmente não, mas com certeza você já ouviu alguma piadinha sobre esse estado brasileiro que, segundo a Wikipedia, é "um pouco menor que a Tunísia" (obrigada, agora sei tudo sobre o Acre).
Realmente, não ouvimos muito sobre o que acontece por lá, o que dá a impressão de que o Acre é um mundo paralelo, ou nos fazer pensar "será que o Acre realmente existe?!"
Gente, existe sim! E, como todo lugar que existe, tem bandas lá. Isso mesmo, no Acre! Eu poderia colocar várias aqui, mas preferi escolher apenas uma: Silver Cry.

Silver Cry e André Fabian (Steel Warrior)

A banda Silver Cry toca um metal bem metal (desculpem, sou péssima em rótulos!). Quem sou eu pra falar alguma coisa, não é mesmo? Tirem suas próprias conclusões:



Ai, não resisto, vou ter que falar! Olha, não gostei muito dos vocais, preferia algo mais agressivo, mas as guitarras me mataram de orgulho em ter o Acre como parte do Brasil! Olha só o que estamos perdendo com essa palhaçada de "Rio/São Paulo/talvez outra metrópole"! ¬¬'

Myspace da banda: http://www.myspace.com/silvercryband

Outra coisa que acho interessante comentar é que o Grito Rock Festival de Rio Branco é fortíssimo e várias boas bandas independentes de lá se apresentam nesse festival. Ele acontece todo ano, na época do carnaval (o que é muito bom pra quem não está afim de curtir o carnaval acreano e prefere rock'n'roll all night and party everyday).

Então era isso, gente... Tentarei escrever mais, ok?! =)
beijos.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Sobre "virtuosismo"

Velocidade, feeling, técnica, conhecimento teórico, capacidade de improvisação... Afinal, o que é realmente importante na hora do solo de guitarra? Não estudei guitarra, não toco guitarra, jamais fiz um solo de guitarra na minha vida. Mas venho falar como ouvinte de muitos e muitos solos de guitarra. E é um assunto que me intriga.
Não sei se ultimamente, mas de uns tempos pra cá tenho ouvido muito falar daqueles guitarristas com uma velocidade monstra, ou com a técnica mais sofisticada imaginável. Nada contra, mas nesse caso o solo está adicionando algo à música ou o solo se tornou a própria música? Alguns consideram esses guitarristas gênios, mas não se dão conta de que isso não é talento, é força de vontade. Obviamente uns têm mais facilidade, mas tenho plena certeza de que se esses admiradores e fãs tentarem e realmente se esforçarem para alcançar certa velocidade ou estudar muito técnica e essas coisas, conseguirão.
Não estou desconsiderando os "virtuosos" ou qualquer que seja a denominação que se dá a esse tipo de guitarrista, cada um se esforça para conseguir aquilo que deseja. Mas não acho que sejam gênios. São apenas pessoas que estudaram muito, treinaram muito, ralaram muito para conseguir chegar a esse status. E, como já disse, força de vontade não é sinônimo de talento. Talento aliás, que pode-se notar na criatividade de muito guitarrista sem uma formação musical muito louvável. Aqueles que conseguem passar um sentimento, uma emoção. Você consegue entender o que eles querem passar, a guitarra só falta cantar, chorar, gritar. Isso se chama genialidade.


Alguém entendeu o que ele quis trasmitir com isso? Eu só entendi que ele é muito rápido!


Esse eu entendi...

Entre o primeiro e o segundo, fico com o segundo.
Em tempo: não sou "gunner", ok?! escolhi o Slash porque sempre falam dele como um péssimo guitarrista.
Beijos, feliz 2009.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Good morning, heartache


Ainda bem que não especifiquei um estilo de música para ser comentado no blog, porque imediatamente viria em minha mente a palavra "rock" e hoje senti uma profunda vontade de falar sobre a melhor cantora de jazz de todos os tempos: Billie Holiday.

Billie Holiday era o sofrimento em pessoa. Teve uma vida sofrida, repleta de angústia, desespero e solidão. Nasceu no dia 7 de abril de 1915 em Philadelphia, Pasadena e desde então conheceu o sofrimento que viria a acompanhá-la até seu último dia de vida. Quando nasceu, seu pai, Clarence Holiday, tinha quinze anos de idade e sua mãe, Sara Fagan, apenas treze. Seu pai, guitarrista e banjista, abandonou a família quando Billie nasceu, seguindo viagem com uma banda de jazz. Depois de estuprada aos 10 anos, Billie foi abandonada pela mãe, sendo internada em uma casa de correção. Sobre a infância, comentou o seguinte: Nunca tive oportunidade de brincar com bonecas como as outras crianças. Comecei a trabalhar com seis anos de idade.
Aos doze anos, trabalhava lavando assoalhos em prostíbulo e aos catorze voltou a morar com sua mãe em Nova York, caindo na prostituição e sendo dominada por marginais que a exploravam e a espancavam brutalmente, colaborando para agravar ainda mais seus momentos de frustração, depressão e desespero.
Billie Holiday virou cantora por acaso. Como ela e sua mãe estavam ameaçadas de despejo por falta de pagamento de sua moradia, Billie sai à rua em desespero, na busca de algum dinheiro. Entrando em um bar do Halem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um desastre. O pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Então ela cantou e saiu com um emprego fixo. Billie nunca teve educação formal de música e seu aprendizado se deu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong.
Cantava em pequenos bares do Halem até ser descoberta, em 1933, pelo empresário e produtor John Hammond, que conseguiu um contrato para gravações e shows com a orquestra de Benny Goodman. No final dos anos 30, Billie se apresentava com Count Basie, Artie Shaw e outros, mas não gostava de atuar em orquestras por várias razões. Sua dicção, seu fraseado, a sensualidade à flor da voz, expressando incrível profundidade de emoção, a aproximaram do estilo de Lester Young, com quem, em quatro anos, gravou cerca de cinqüenta músicas. Foi Lester quem a apelidou "Lady Day".
Enquanto Billie era reconhecida como uma artista brilhante, a sua vida pessoal era um desastre sempre crescente. A partir de 1940, seu vício em heroína e álcool começou a afetar sua voz de forma tão inconsciente que nem ela mesma deu-se conta. Sobre heroína, Billie chegou a comentar: A droga nunca ajudou ninguém a cantar melhor, nem a tocar melhor, nem a fazer coisa nenhuma melhor. Tudo o que a droga pode fazer por alguém é matá-lo - devagar e arduamente. Ou ainda: Se acham que a droga é diversão, não podem estar bem da cabeça. Há mais diversão num caso de paralisia por poliomielite ou na respiração assistida.
Depois de anos de vício, Billie foi presa e encarcerada sob acusação de droga em 1947, fazendo com que mudassea sua carreira. Ela começou a excursionar pela Europa, onde era mais popular que nunca, mas em 1956 ela estava presa pela segunda vez e entrou em programa de reabilitação. Seus últimos anos foram uma luta patética contra a heroína, que Billie Holiday sempre saía como perdedora.
Em 1958 gravou seu último álbum, Lady In Satin, onde mal conseguia pronunciar as palavras. Finalmente, sua lenta agonia chegou ao fim em 17 de julho de 1959. Seus dias finais foram marcados por um fato chocante: ela foi presa no leito de morte, acusada de porte de heroína, sendo algemada à cama e vigiada por policiais. Billie Holiday morreu em Nova York e lá encontra-se sepultada. Respondendo sobre a causa da morte de Billie, um dos seus amigos mais chegados comentou: ''Ela morreu de tudo.''
Apesar de morrer muito cedo, ela permanece como uma das mais populares cantoras de jazz de todos os tempos.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Desligue o rádio e vá ler um livro

Eu sei que não tem nada a ver com música como o blog sugere, mas uma nova "maldição" assombra os blogs pela internet afora e eu não consigo me controlar! É o seguinte: você deve pegar o livro mais próximo, abrir na página 161 e digitar a 5ª frase dessa página. Eu não fui amaldiçoada, mas achei divertido e vou fazer! A minha frase foi do livro À Sombra das Raparigas em Flor, do meu favorito Marcel Proust. Eu li esse livro há um tempinho, mas ele continuou no meu quarto, na esperança de ser lido de novo, porém... Bom, a frase é a seguinte:

"A formação dessas penas é muito diversa; vêm de fora e chegam a nosso coração por via de duríssimo sofrimento."
Eu não conheço 5 pessoas que tenham blog, então amaldiçoarei apenas as duas bloggueiras que conheço: Tay Lee (http://www.leestening.blogspot.com/) e Loo (http://denkealsoschreibe.blogspot.com/).
Beijos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

60's

Esse post tem uma semana de atraso, mas, ainda assim, eu não poderia deixar de cantar "parabéns pra você" para o Príncipe das Trevas! Ozzy Osbourne fez 60 anos no dia 3, última quarta-feira, e para comemorar vou postar uma biografia dele em 60 tópicos, porque assim é bem mais interessante.

1- Nasceu no distrito de Aston da velha cidade industrial de Birmingham, Inglaterra;
2- seu nome verdadeiro é John Michael Osbourne;
3- é um dos seis filhos de Jack e Lillian Osbourne;
4- Ozzy teve uma infância não muito fácil, seus pais eram bastante pobres;
5- deixou a escola quando tinha 15 anos;
6- começou a trabalhar cedo, teve vários empregos, inclusive de afinador de buzinas numa montadora de carros, ajudante, encanador, ferramenteiro e trabalhador de abatedouro;
7- aos 17 anos começou a furtar lojas e acabou sendo preso;
8- foi numa das estadias na prisão que ele fez as famosas tatuagens que possui nas mãos e nos joelhos;
9- sua primeira banda tinha o nome de Approach, mas não durou muito;
10- aos vinte anos montou uma banda chamada Polka Tulk Blues Band, que mais tarde ganhou o nome de Earth;
11- no Earth, eles decidiram tocar um estilo de música mais sombrio e influenciado pelo blues em vez do rock psicodélico que estava em voga na época;
12- em 1969, após descobrir a existência de uma banda com o mesmo nome, Anthony Tony Iommi (guitarra), William "Bill" Ward (bateria), John "Ozzy" Osbourne (vocais) e Terence "Geezer" Butler (baixo) decidem adotar outro nome;
13- a idéia "Black Sabbath" surgiu a partir do título de uma história do escritor Dennis Wheatley (que também inspirou a composição de Butler);
14- Ozzy foi líder e fundador do Black Sabbath, referência musical de dez entre dez artistas do gênero, e destacou-se internacionalmente com a banda, através de canções imortais do heavy metal, como Changes, Paranoid e War Pigs;
15- após nove anos junto ao Black Sabbath, o oitavo álbum da banda, “Never Say Die!” (1978), veio para marcar a saída de Ozzy;
16- os principais motivos para a sua saída foram desentendimentos com os outros integrantes, principalmente Tonny Iommi;
17- Ozzy Osbourne manteve sua carreira em alta, convocando Randy Rhoads (ex-guitarrista do Quiet Riot) para juntar-se a ele com a banda Blizzard of Ozz;
18- o primeiro álbum, de mesmo nome, foi lançado na Inglaterra em fita demo, no ano de 1980 e nos EUA e no resto do mundo, no ano seguinte, pelo selo Jet Records, da CBS;
19- o vocal personalíssimo de Ozzy somado ao talento inovador de Randy Rhoads renderam a sétima posição na parada Inglesa e a vigésima primeira na norte-americana para os hits “Crazy Train” e “Mr. Crowley”;
20- devido a grande vendagem do álbum - que alcançou 500.000 cópias em menos de 100 dias, Ozzy e Sharon decidiram estender a turnê, porém, muitos shows tiveram que ser cancelados, já que pouquíssimos ingressos foram vendidos e o dinheiro arrecadado não foi suficiente nem para pagar a banda;
21- entre Fevereiro e Março de 1981 Ozzy e banda voltaram a estúdio para a gravação de seu segundo álbum, mas como a turnê do trabalho anterior estava pendente, o já intitulado “Diary of a Madman” acabou feito às pressas;
22- o ensaio do solo de Rhoads na música “Little Dolls” virou versão oficial, além de que nenhum dos integrantes da banda chegou a participar da mixagem final do álbum;
23- com o lançamento do segundo álbum, deu-se início a turnê pela Europa, só que três apresentações depois, Ozzy teve um colapso nervoso e todos retornaram aos EUA para que ele pudesse descansar;
24- recuperado e com uma super produção de 25 técnicos da Broadway e Las Vegas, recursos de última geração para o palco e 6.000 cópias do primeiro álbum sendo vendidos a cada semana, Ozzy voltou à ativa;
25- vale destacar que foi nessa época um dos acontecimentos que mais marcou a carreira do artista. Tudo aconteceu quando um fã, durante o show, atirou um morcego ao palco e Ozzy, acreditando se tratar de um artefato de plástico, mordeu a cabeça do animal e acabou tendo que tomar várias injeções anti-rábicas. O medicamento causou-lhe choques anafiláticos, entre outros problemas de saúde. Além disso, a grande repercussão por parte da imprensa sensacionalista levou entidades de proteção aos animais a protestarem contra os shows, inclusive, alguns tiveram que ser cancelados. Mesmo com tantos incidentes, a turnê continuou e com muito sucesso;
26- em meio à ascensão pungente da banda, um fato trágico estava por vir. No dia 19 de Março de 1982, durante uma parada na viagem que levaria Ozzy a Orlando (Flórida) para um show, parte da banda decidiu descansar a bordo do ônibus e o motorista, que também tinha licença para pilotar, convidou Jake Duncan e Don Airey para fazer um passeio aéreo e ao aterrissar, estendeu o convite a Randy Rhoads e Rachel Youngblood (maquiadora). Acredita-se que o piloto, ressentido pelo conturbado divórcio, tenha visto sua ex-esposa entrando no ônibus e decidiu lançar o avião contra o veículo. O ônibus onde estavam Ozzy, sua esposa e outros membros da banda não ficou muito danificado e ninguém ficou ferido, mas o avião explodiu, matando todos os passageiros;
27- infelizmente, Randy Rhoads era um dos passageiros do avião e faleceu deixando uma lacuna difícil de ser preenchida;
28- Ozzy entrou em profunda depressão com a perda de Randy Rhoads (seu melhor amigo) e decidiu adiar seus planos para o lançamento de um álbum ao vivo com o material gravado durante os shows, optando por uma coletânea de clássicos do Black Sabbath com o guitarrista Brad Gillis (Night Ranger), que ganhou o nome de “Speak of the Devil” nos EUA e “Talk to the Devil”, na Inglaterra;
29- livre dos compromissos com a Jet Records, Ozzy assinou contrato com a Epic Records e Sharon decidiu que seria interessante um pouco de publicidade. A idéia inicial era que Ozzy soltasse duas pombas durante um encontro com os executivos da gravadora só que, a despeito dos acontecimentos com o morcego, Ozzy libertou uma das pombas e arrancou a cabeça da outra a dentadas;
30- no final de 1983, com Jake E. Lee à frente das guitarras, Ozzy grava o “Bark at the Moon”, que apesar das críticas positivas, embarcou nos modismos da época com constantes aparições na MTV e uma turnê com o Mötley Crüe, deixando para trás o classicismo das composições de Randy Rhoads;
31- muito longe dos palcos, em outubro de 1984, John M. de 19 anos comete suicídio e, de acordo com a polícia, a música “Suicide Solution” ainda tocava em seus fones de ouvido quando o corpo fora encontrado. Dois anos depois, três processos de incitação ao suicídio vieram à tona e, em janeiro de 1986, através de seu advogado Thomas Anderson, a família de John acusou Ozzy de no documentário “Don’t Blame Me”, utilizar uma técnica conhecida como “Hemisync”, que consiste em sincronizar as ondas de ambos os hemisférios cerebrais para se atingir estados alterados de consciência, tornando o ouvinte aberto às sugestões e capaz de vívidas alucinações. O processo durou praticamente um ano e foi arquivado pela Suprema Corte da Califórnia;
32- curiosamente, a música “Suicide Solution”, escrita após a morte de Bon Scott (vocalista do AC/DC) por hipotermia, após dormir bêbado em seu carro durante uma noite de inverno, adverte sobre os perigos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
33- nesse mesmo ano, Ozzy lança o álbum “The Ultimate Sin” com a substituição de Tommy Aldridge por Randy Castillo e Bob Daisley por Philip Soussan. Apesar do sucesso da música “Shot in the Dark”, o álbum é considerado medíocre pela maioria da crítica e pelo próprio vocalista;
34- já em 1987, motivada pelas centenas de cartas de fãs interessados em material inédito do guitarrista, a mãe de Randy Rhoads entra em contato com Ozzy que decide reunir seus arquivos e enviá-los a Max Norman – produtor de seus três primeiros álbuns. O resultado foi o lançamento do tributo a Randy Rhoads (“Tribute”);
35- apesar do sucesso, eram freqüentes as discussões entre Lee e Ozzy devido ao péssimo comportamento do vocalista (cada vez mais envolvido com bebidas e drogas), fatos que levaram a substituição do guitarrista por Zakk Wylde, pouco antes da gravação do “No Rest for the Wicked”;
36- o álbum, por sua vez, obteve críticas excelentes e além do sucesso de “Crazy Babies” e “Breaking All the Rules”, destacou-se a música “Miracle Man”, onde Ozzy critica a hipocrisia de Jimmy Swaggart - pastor evangélico que fazia pregações contra ele em seu programa de TV, e que alguns anos depois foi descoberto freqüentando um motel com prostitutas;
37- no final da década de 80, foi cogitada uma reunião histórica entre Ozzy e Black Sabbath, após uma apresentação em Donington, Inglaterra (apresentação que valeu a saída do vocalista Dio), mas problemas entre Sharon e os empresários do Sabbath impediram uma reunião definitiva;
38- em março de 1990, Geezer se juntou a Ozzy para o lançamento do álbum “Just Say Ozzy” que combinava canções do “No Rest for the Wicked” e sucessos do Black Sabbath;
39- o ano de 1991 foi de grandes mudanças na vida pessoal do artista, já que Ozzy começou uma árdua batalha contra o alcoolismo. Reflexos dessa iniciativa ficaram nítidos em seu álbum subseqüente, “No More Tears”, repleto de baladas (“Mama, I'm comming home” e “Time After Time”), letras auto-biográficas (“Road to Nowhere”) e discussões sobre assuntos relevantes como, por exemplo, o abuso sexual de crianças (Mr. Tinkertrain);
40- os frutos dessa iniciativa se confirmaram através do Grammy de melhor música para “I Don't Want to Change the World”;
41- além de surpreender todos com essa nova postura, Ozzy intitulou sua turnê de “No More Tours” (“Sem mais turnês”), o que levou seus fãs a crerem que aquele seria seu último álbum. Em várias entrevistas, ele afirmava que estava cansado das viagens e gostaria de ficar mais com a família;
41- na época, acompanhado pelo guitarrista Zakk Wylde, o baterista Randy Castillo e o baixista Mike Inez, o "madman" chegou a cancelar shows devido à síndrome de abstinência da bebida. Isso não impediu que algumas apresentações fossem compiladas e transformadas em um álbum duplo (e seu respectivo vídeo), o “Live and Loud";
42- em Novembro de 1992, na Califórnia, durante o show que seria um dos últimos da turnê (e da carreira de Ozzy), todos os membros originais do Black Sabbath surpreenderam o público ao entrar no palco e apresentar quatro clássicos: “Black Sabbath”, “Fairies Wear Boots”, “Iron Man” e logicamente, “Paranoid”. Ao final do espetáculo, um painel de fogos de artifícios explodia na seguinte frase: "I'll be back" (Eu voltarei). Um vídeo foi gravado somente com as músicas resultantes da inusitada apresentação dos membros do Sabbath;
43- em 1993, Ozzy estava oficialmente aposentado;
44- em 1992 Ozzy Osbourne ficou nas paradas com a música Mama, I'm Coming Home;
45- a aposentadoria não durou muito e, mesmo levando alguns fãs a crer que tudo não havia passado de uma jogada de marketing, Ozzy decidiu reunir novamente sua banda;
46- em 1995 era lançado o “Ozzmosis”, produzido por Micheal Beinhorn;
47- a princípio, Zakk Wylde (ocupado com sua banda Pride and Glory) dividiria seu posto com Steve Vai, só que devido a problemas com a gravadora, apenas a música “My Little Man” tem a participação de Vai. A turnê, por sua vez, levou o sugestivo nome de “Retirement Sucks” - alusão, ou melhor, explicação ao retorno de Ozzy;
48- Zakk foi convidado a participar da turnê, mas por estar negociando com o Guns 'N Roses acabou sendo substituído por Joe Homes (ex-David Lee Roth). Geezer Buttler também não durou muito (devido a problemas familiares) e deu lugar a Mike Inez;
49- além da turnê, no final de 1996, Ozzy e Sharon promoveram a primeira edição do OzzFest, onde se apresentaram (entre outros): Sepultura, Slayer, Powerman 5000, Biohazard e Fear Factory;
50- no ano seguinte (1997), o OzzFest ganhou uma segunda edição com dois palcos, onde se apresentaram bandas das mais diversas vertentes do metal. No palco principal: Powerman 5000, Fear Factory,Type O Negativo, Pantera, Ozzy Osbourne (Mike Bordin, Robert Trujillo e Joe Holmes), Black Sabbath (Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler) e Marilyn Manson(que foi retirado de algumas apresentações devido à pressão das autoridades). No segundo palco, bandas mais undergrounds;
51- de volta ao estúdio, Ozzy gravou uma coletânea com seus grandes sucessos (“The Ozzman Cometh: Greatest Hits”, 1997), além de três músicas inéditas, sendo uma delas “Back on Earth” em parceria com Steve Vai;
52- não satisfeito, ele decidiu reunir os membros originais do Black Sabbath e gravar um álbum ao vivo, o “Reunion” (lançado em 1998) e ainda fazer um dueto com o rapper Busta Rhymes re-editando o clássico "Iron Man", que ganhou o nome de “This Means War!!” e faz parte da coletânea “Extinction Level Event (The Final World Front)”;
53- o OzzFest continuou e, na edição de 1998, participaram Ozzy,Tool, Soulfly, Limp Bizkit, Motorhead, Incubus, entre outras bandas - pois o festival ganhou uma versão européia;
54- em 1999, o Black Sabbath - que continuava em turnê -, ainda era a principal atração do OzzFest, mas rumores afirmavam que aqueles seriam os últimos shows da banda. Paralelamente, Ozzy lançou bonecos e apetrechos temáticos, seguindo os passos de bandas como Kiss;
55- as 29 apresentações (em cidades diferentes) do OzzFest 2000 foram um sucesso. Ozzy era a atração principal, seguido por ícones como Pantera, Godsmack, [System of a Down] e P.O.D.;
56- em 2001, surgiu a notícia que o Black Sabbath estava prestes a gravar um novo álbum em estúdio, sucessor do “Never Say Die” de 1978, com produção de Rick Rubin. Infelizmente, a gravadora Epic cancelou os projetos de Ozzy até que ele terminasse seu novo trabalho solo. Para evitar problemas, os fãs foram "calados" pela coletânea dupla “Ozzfest: Second Stage Live” que incluía a maioria das bandas que participaram do festival em 2000, além de raridades do primeiro OzzFest, em 1996;
57- no final de 2001, “Down To Earth” foi lançado e pela décima quarta vez Ozzy recebeu o "disco de ouro" da R.I.A.A por atingir 500.000 cópias vendidas;
58- em 2002, a MTV Americana começou a apresentar "The Osbournes" - uma espécie de "reality show" gravado na casa de Ozzy, onde câmeras registraram seis meses de convivência familiar do roqueiro, sua esposa e filhos. Em 12 de abril, Ozzy recebeu uma estrela na calçada da fama em Hollywood, além de ser convidado para um jantar na Casa Branca, com o objetivo de promover seu trabalho de proteção aos animais;
59- em 2007 foi lançado o album "Black Rain", muito bem aceito pela critica e fez Ozzy ser eleito o maior ícone da música;
60- em 2008 Ozzy fez um show no Brasil, recebeu também o prêmio de lenda viva pelo Classic Rock Awards, na Inglaterra.


Parabéns ao Príncipe das Trevas! \o/